A reabertura, a nacionalização e a reestruturação

1973–1999

Em abril de 1973, um dos credores comuns da Graham Indústria de Papel da Abelheira S.A.R.L., a Companhia Portuguesa de Celulose, apresenta um requerimento para a constituição de uma sociedade de credores cujo objeto é a continuação da exploração da atividade da empresa. Após a conversão da maioria dos créditos em capital da nova empresa, a sua denominação passa a ser Fapajal – Fábrica de Papel do Tojal, Lda. Com o 25 de Abril de 1974, a instalação fabril é nacionalizada e enquadrada numa estrutura maior, a Portucel. No entanto, apesar de alguns avultados investimentos, o papel resultante é de má qualidade, o preço de venda não cobre os custos, os clientes estrangeiros não pagam e a dívida acumula- se para um valor alarmante. Apenas a produção de papéis tissue tem boa aceitação no mercado nacional e espanhol, o que não evita que, em 1997, os terrenos envolventes ao palácio da Quinta da Abelheira, ainda pertença da Fapajal, sejam entregues em restituição da vultuosa divida acumulada a uma empresa imobiliária da Portucel.